A convite da Epagri, estivemos no dia de hoje na Escola Estadual Professor Zelindo Carbonera de Marema, onde compartilhamos com aproximadamente 300 alunos nossa experiência em Educação Ambiental através da Oficina de Reciclagem de papel. Nossos alunos Multiplicadores (Walace, Fernanda, Felipe, Joel, Larissa e Karin) explicaram todo o processo de produção do papel reciclado bem como apresentaram um teatro relacionado ao Meio Ambiente. "A Terra Pede Socorooooo".
Este blog tem o objetivo de socializar práticas do ensino da geografia vivenciadas em sala de aula, além de auxiliar na compreensão do mundo atual através de material coletado e comentado dos principais jornais e revistas, bem como artigos sobre questões de geografia e atualidades.
terça-feira, 19 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Viagem de estudo ao Parque Estadual de Vila Velha - PR e Curitiba - PR
No dia 15/06 realizei juntamente com meus alunos e colegas professores mais uma viagem de estudo ao Parque Estadual de Vila Velha e Curitiba, ambos no Estado do Paraná.
Gostaria de destacar mais uma vez a relevância das viagens de estudo para o aprendizado da geografia, já que as saídas a campo despertam o interesse dos alunos e os conceitos geográficos desta forma são mais facilmente assimilados.
Sempre digo aos meus alunos que considero as viagens de estudo como o laboratório da GEOGRAFIA, pois a cada saída a campo podemos aprender ou trabalhar temas que muitas vezes não são citados em livros didáticos.
Os Arenitos
Os monumentos geológicos encontrados em Vila Velha são constituídos por uma rocha denominada arenito, o Arenito Vila Velha, formado pela compactação e endurecimento de camadas sucessivas de areia, pertencentes à unidade geológica denominada Grupo Itararé. A formação destes arenitos remonta há 300 milhões de anos no Período Carbonífero, quando a América do Sul ainda estava ligada à África, à Antártida, à Oceania e à Índia, formando um grande continente chamado de Gondwana. Nesta época, a região onde se localiza Vila Velha estava mais próxima ao Polo Sul e a temperatura média na Terra era muito baixa, período que corresponde a uma das grandes eras glaciais do passado terrestre denominada glaciação gondwânica permo-carbonífera.
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| O modelamento do Arenito Vila Velha, na forma de erosão atual, é algo muito recente. Ao longo dos 300 milhões de anos de existência destas rochas, aconteceram eventos geológicos que as soterraram sob outras sequências mais jovens. Movimentos tectônicos terrestres, aliados à erosão, o colocaram novamente à superfície. Os processos de erosão que esculpiram o Arenito Vila Velha, principalmente o das águas pluviais, aconteceram no Período Quarternário, ou seja, nos últimos 1,8 milhão de anos.
A característica marcante do arenito de Vila Velha é a presença do relevo em forma de ruínas (relevo ruiniforme), marcado pela rica associação de formas incluindo caneluras, cones de dissolução, topos pontiagudos, torres e pilares, que originam esculturas naturais singulares, das quais a Taça é a mais conhecida, hoje símbolo da região, em especial do Parque.
As formas dessas esculturas naturais derivam da ação das águas pluviais, da ação da energia solar, das mudanças e alterações de temperatura e da atividade orgânica sobre as rochas. Esta ação erosiva desenvolve-se através de descontinuidades e de zonas de fraqueza naturais da rocha, tais como: fraturas e falhas, estruturas sedimentares, textura e cimentação diferenciadas, cuja interação permite a formação destes maravilhosos monumentos.
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terça-feira, 12 de junho de 2012
O Papel da Publicidade na Sociedade de Consumo
A propaganda hoje é o carro-chefe do mercado, pois o dever da propaganda é criar necessidades e mais necessidades, seduzindo o consumidor, de modo que se torne quase impossível a realização completa das mesmas. Sempre há algo mais novo e mais eficiente que suprirá uma necessidade que, até então, o consumidor não tinha atentado e assim, dia após dia, o consumidor “coisificado” é bombardeado por um sem-número de propagandas nos meios de comunicação de massa, telefone, correio, internet etc. que o convence a qualquer custo que determinado produto ou serviço é indispensável à sua sobrevivência.
O poder da propaganda é, além de muito forte, sutil. Vivemos numa efervescência de marcas, adjetivos, qualidades maravilhosas e soluções arrebatadoras para problemas ou necessidades que não temos, ou se temos, nunca nos demos conta. Esse poder sutil da propaganda de mercado faz com que nos confundamos entre o que é necessidade e o que é supérfluo, pois os valores incutidos em nossas mentes pela propaganda faz com que transformemos simples necessidades diárias em verdadeiros acontecimentos ao usar determinados produtos envoltos em grife eglamour, como escovar os dentes ou fazer a barba, por exemplo. E faz com que façamos do supérfluo verdadeiras necessidades vitais.
A publicidade de mercado é tão astuta que transforma simples camisas, bolsas, sapatos ou tênis em verdadeiros objetos preciosos que não importa mais se o produto possui uma boa qualidade ou não, o que importa neles é o logotipo estampado. E aí abre-se espaço para a falsificação que mostra claramente que a necessidade criada não é de um produto, por ter uma boa qualidade ou por suprir uma lacuna, mas sim de uma determinada marca que lhe traz prestígio social não importando a qualidade do produto ou sequer sua origem.
Outra fonte mais recente de consumo é a “pseudo-intelectualidade”, onde basta ler as manchetes dos jornais e espalhar aos amigos que comprou um livro e não assiste big brother para se inserir num extrato social cada vez maior de “intelectuais” com idéias enlatadas e filosofias fajutas que o levarão a consumir outros bens que não o das massas, mas dos “intelectuais” como uísque importado, pois “o intelectual bebe uísque escocês e fuma charutos cubanos” e assim, determinadas leituras, hoje vem se tornando cada vez mais um instrumento do mercado capitalista de consumo que coisifica até mesmo os “intelectuais”.
A palavra chave do mercado é lucro e esse lucro tem que ser conseguido de qualquer modo e a qualquer custo. É possível viver com as necessidades supridas e não se deixar contaminar pelo poder invasivo da propaganda comercial, acreditando que sem determinados bens não será possível o bem-estar.
O que fazer então? A resposta é equilíbrio e bom senso. Não é necessário jogar seu celular fora e não ter sequer um par de sapatos. Não necessário deixar de consumir, pois nossa sociedade nos compele a usufruir de certos bens, como este computados ao qual digito este texto. O mais importante é ter consciência do que é futilidade, criada por marqueteiros que estão apenas preocupados em vender e lucrar, não importando quem compra, o que se compra ou a utilidade do que se compra, do que é necessidade ou até mesmo das contingências do mercado, porém controladas.
Só é possível adquirir tal consciência conhecendo a fundo as estratégias do mercado e também conhecendo a fundo nossas reais necessidades, dividindo o que é essencial e o que não é, para que não fiquemos à deriva deixando-nos “contaminar” pelas milhares de marcas a que somos expostos todos os dias sem nenhum escrúpulo ou respeito.
Leandro Aurélio - Estudante de Psicologia da Universidade Estadual da Paraíba.
ATIVIDADE PROPOSTA
- Após o debate e reflexão acerca do artigo estudado, os alunos da 8ª série vespertino foram divididos em grupos, onde deveriam criar a propaganda de um determinado produto e apresentar aos seus colegas utilizando diferentes materiais visuais,como:
- Cartazes;
- Embalagens;
- Roupas;
- Maquiagens, etc
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